segunda-feira, 17 de setembro de 2012

O Compreender da Caminhada



Deixa tudo como está
Vai ver é assim que tem que ser
Deixa tudo como está
Deixa o tempo ensinar a crescer

Está tudo em seu lugar
Só você se nega a ver
Por que não quer acreditar
Que o certo, às vezes, é justo o que te faz sofrer.

Deixa tudo como está
Segue em frente
Esquece esses “porquês”
Com o tempo a vida te mostra o encaixe certo
Do que hoje você não vê razão de ser

Aceita os teus problemas
Eles que adubam a paciência
É através deles que ela cresce
E te traz experiência

Conhece-te a ti mesmo
Isso que é sabedoria
Pára um pouco, reflete sobre a vida.
Nem que seja por minutos, na correria do dia a dia.

Com o passar dos dias você vai perceber
Que basta vontade pra fazer florescer o compreender da caminhada
Espero tudo isso também aprender a fazer
No decorrer dessa estrada.

Joanna Bravim 

Sem Você Sou Só Pedaços




É mais um dia tentando te esquecer
É mais um dia que tento não pensar em você
É mais um dia tentando superar
Superar a dor que é te amar

Me diz amor
Como vou fazer pra esquecer o teu sabor,
O calor dos teus abraços, o teu amor?
E agora o que é que eu faço?
Sem você sou só pedaços.
Me diz amor 
Como aceitar que você agora é dele?
Que o teu sorriso só sorri pra ele.
Como é que eu vou fazer?
Como que vou te esquecer?

É mais um dia que tento fugir
Mas pra onde quer que eu vá você está em mim
E em tudo a minha volta, sempre está aqui.
Como vou seguir?
Como conseguir?

Me diz amor
Como vou fazer pra esquecer o teu sabor,
O calor dos teus abraços, o teu amor?
E agora o que é que eu faço?
Sem você sou só pedaços.
Me diz amor 
Como aceitar que você agora é dele?
Que o teu sorriso só sorri pra ele.
Como é que eu vou fazer?
Como te esquecer?

Me diz amor
Como é que vou fazer ao ver você?
Que o teu sorriso só sorri pra ele.
E agora o que é que eu faço?
Sem você sou só pedaços.
Me diz amor...
É mais um dia tentando te esquecer.

Joanna Bravim

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Iguaria de Recado




Desregrado querer  que disseca o dissabor
Descabido ceder que esquece o que passou
O tempo passa dissipando a dor

Aturei a tormenta
Saturei o temor
Insurreci o torpor

Renasceu a esperança
Fez da fé aliança
A vida urge no horizonte
Percebe-se a vasta harmonia mesmo que distante

Surge teu sorriso de convite. Iguaria de recado
Tua presença me traz paz e um lindo sonho alado.

Joanna Bravim

Mais do Mesmo




A vida me serve mais do mesmo e isso não me serve.
Volto pro começo
Começo tudo outra vez
A dor se desfaz mais rápido
O tempo se refez

Sigo meu caminho
Chutando pedras, retirando espinhos.
Você surge em minha frente
Te improviso um sorriso
E a gente volta pro lugar.

Por um momento até parece que você quer recomeçar
E eu ao perceber isso até cogito me animar
Mas a dor aparece, se mostra.
Decido deixar tudo como está.

Joanna Bravim

Demônios de Uma Vida




Tem dias que me sinto tão em carne viva que até o vento que bate em mim dói.
Minha alma está ferida.
Eu, parada diante das minhas chagas, traumas, demônios de uma vida.
Diante de tudo o que fugi, tentei mascarar e esconder por anos a fio.
Catarse.
Não sei o que dói mais:
_ Encarar tudo o que sempre evitei ou visualizar o meu reflexo diante de tudo isso.
E não há nada e nem ninguém que possa me proteger ou ajudar.
É uma batalha muito árdua e solitária.

Joanna Bravim

Tão Igual




Por que pra mim tem que dar tudo errado?
Por que não pode dar certo?
Por que não pode ser?
Por que sou sempre eu que tenho que perder?
O fim de tudo é sempre tão igual...
Não sei como ainda me decepciono e entristeço.
Extraio todas as forças que tenho na ânsia de fazer dar certo.
E o resultado?
É sempre o mesmo. 
Mais uma dor dessas eu não mereço.
Sinto meu corpo calejado,
O que não quer dizer que não doa.
A experiência só comprova:
Mais uma expectativa à toa.
E as pessoas me perguntam:
- Por que você só escreve sobre dor?
Isso é fácil responder:
- Porque o fim é sempre esse. Nunca o amor.

Joanna Bravim

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Ossos do Ofício




Amanheceu.
O sol teima em raiar afrontando a escuridão que permanece no mais profundo dos meus olhos.
Eu te quis e quis acreditar.
Mas agora é tudo tão vago... Impreciso... Disperso...

O reflexo do espelho comprova a apatia do meu semblante
De ombros curvados tenho que seguir rumo ao trabalho
A sobrecarga de dor torna o ofício mais pesado que costumeiramente é.
Mesmo assim, ainda tento fazer dele um refúgio, um alento.

Minhas tentativas de disfarce fracassam no meu sorriso amarelo tão perceptível.
Sou todo fracasso.
E isso me envergonha. Faz-me querer me isolar em casa.

Mas tudo em volta é lembrança.
Nem o café aquece minh’alma.
E a cafeína torna-se desnecessária diante da insônia que já me acompanha dias a fio.

Joanna Bravim