domingo, 7 de agosto de 2011

Enraizada ao Passado


Sinto o peso das correntes da incerteza que arrasto
Faço-me escrava de uma esperança inexistente
Apego-me ao nada que você deixa
Revivendo momentos que o “nunca” não repetirá

A realidade do teu desamor por mim me deixa em carne viva
Dor intensa que vem em ondas de arrepios e pensamentos torturantes sobre você e outro alguém
Essas hipóteses me dilaceram
Vejo-me sangrar e não vejo remédio que estanque

O peito continua a soluçar enquanto a face tentar exprimir um sorriso, mesmo que amarelo.
Os dias seguem... Tudo segue.
Eu prossigo, mas por dentro me vejo de joelhos, enraizada ao passado.

Corpo no presente seguindo rumo a algum futuro,
E coração em um passado abandonado por você.
Meu interior hoje habita em uma casa abandonada e vazia,
Enquanto meu corpo segue em uma estrada rumo a algum lugar...

Joana Bravim

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Fratura Exposta




Sabia como ninguém permitir que os outros dilacerassem seu orgulho.
Era totalmente incapaz de cuidar de si mesma,
De proteger o que ainda restava, mesmo que aos cacos, de mais precioso dentro de si_ suas aspirações mais íntimas.
Sempre se expunha demais e sempre pagava um preço alto por isso
E nunca aprendia.
Ou por ter  “alzheimer” sempre esquecia.
Esquecia da intensidade da dor, mesmo que suas feridas e cicatrizes lhe esfregassem na cara todo o martírio vivenciado por culpa da sua displicência.
Não sabia voar, porém, nunca exitava quando diante de um abismo.
Por conta disso, "se jogar" sempre resultava em destroços.
Era desesperador e angustiante perceber sua própria queda e não poder fazer mais nada, tendo em vista, A sua apatia em agir quando ainda havia tempo.
E com o passar dos anos, torna-se cada vez mais difícil emendar-se
E cada vez mais complexo conseguir entender a aberração interna que resulta da recuperação de tantas fraturas, muitas delas, às vezes expostas.

Joana Bravim


sexta-feira, 15 de julho de 2011

De joelhos



Eu te busco, te encontro e te cuido
Saro tuas feridas, resolvo tuas pendências da vida
Me abrigo e me abasteço dos teus sorrisos, jeitos e jeitos escondidos
E você foge.

Eu te salvo, te protejo e te acho
Abro teus olhos para os teus predadores
Te protejo do trânsito e de falsos amores
E você foge.

Entendo tuas crises, tuas ânsias e desilusões
Me adapto à diferentes situações
Me realinho, reorganizo no espaço que sobrar pra mim
E na falta desse espaço e mesmo assim
Você foge.

Guardo teu sono, te dou carinho, te dou meu ombro
Meus ouvidos e todos os outros sentidos, sonhos e escombros e mesmo assim
Você foge.

Faço o que estiver ao meu alcance
E tento fazer o que não estiver ao meu alcance também,
Faço o que você quer, e o que nem sabe que quer
Tento sempre ir além
E você foge.

Te espero, te resgato, te busco e nem sempre acho
E mesmo em meio a essas quedas
De joelhos, me arrastando e me reerguendo
Continuo lutando te perdendo e te ganhando
E nem é pra mim, é só pra ter a você a uma distância relativamente menos dolorosa
Do que não ter de modo algum
E isso me faz fugir
do caminho que me leva à desistir
do que sempre se mostra não ser pra mim.

Joana Bravim

terça-feira, 12 de julho de 2011

Só mais uma vez


Só mais uma vez, só dessa vez, só por hoje,
Me prendo às lembranças do nosso doce embalo
Tenho você todos os dias em momentos eternizados na minha memória...
Mas não quero viver só de lembranças.
Quero você aqui, comigo, agora.

Quero cuidar de você, ser teu ninho, teu refúgio.
Quero ser o lugar pra onde você corre quando tem problemas, tristezas e alegrias.
Quero ser teu primeiro pensamento nos momentos que se passam com você.
Quero teu cheiro, teu stress, teus problemas...
Quero teu pé batendo de ansiedade perto de mim
Quero teus olhos em mim e em tudo a nossa volta no presente e no futuro.
Mesmo que só no agora. Mesmo que só por hoje.

Fiz de você meu abrigo sem perceber, sem permitir...
E me vejo sem lar, sem lugar pra voltar.
Quero teu abraço carinhoso no meu corpo
Teu gemido e tua voz de excitação no meu ouvido
Quero teu suor misturado ao meu
Quero te ouvir e te ver falar
Só mais uma vez, só dessa vez, só por hoje.

Quero você livre em mim...comigo...
Sem amarras, sem pudor, sem medos...
Só você e eu.
Desejos e carícias completos, intensos...
Quero a nossa submissão às nossas vontades e ao controle que elas exercem sobre o nosso tesão.
Hoje muito mais que estar com você por alguns momentos quero totalidade… quero entrega.
Só mais uma vez. só dessa vez, só por hoje.

Do amanhã eu não sei
Mas sei do medo, não medo de não ter você,
Mas medo da pessoa que tenha a você não te cuide.
Não imagino dor maior em mim.

Joana Bravim


sábado, 11 de junho de 2011

Construção Civil


Escolhi as minhas ilusões em detrimento da minha realidade.
As minhas projeções e expectativas me consomem tanto...
Não sei se dá espaço para viver o real,
Até vivo, entretanto, o pensamento está sempre no que almejo.
Será que isso é viver?

Não é fácil adaptar-me a essas mutantes expectativas internas e sobreviver a essa sobrecarga de desilusões,
Mais difícil ainda é deixar-me partir_ extrair do âmago do meu ser todo esse suporte de ilusões que me deixaram de pé e conseguir seguir após cada implosão.
Não sei trabalhar com essa construção civil! 
Tudo desaba sobre e dentro de mim e não é fácil desapegar desse entulho.

Essa sobrecarga de sonhos que sempre desencadeiam em vazios e reflexos meus tão solitários está acabando comigo.
Não sei ao certo o que me tornei, esses  eu’s me dilaceram tanto às vezes que fica difícil colocar harmonia na casa. Já que ordem é impossível.
Sinceramente não sei quem manda em quem. E não é nada fácil conviver com tantos de mim e sobreviver a eles. Sempre saio em estado deplorável , em carne viva, após cada batalha sempre dolorosa.

To tão cansada disso tudo e principalmente de perseguir sonhos dentro de mim.
Cansada de me perseguir e frustrada por nunca me alcançar.

Joana Bravim

terça-feira, 7 de junho de 2011

Memórias


Estou aqui sentada em um canto vazio no chão do meu quarto
Com olhos marejados olhando minhas feridas e cicatrizes, chagas da vida há  muito carregadas por mim,
E mesmo relembrando as dores do passado que ainda se fazem presentes, em suas alfinetadas de melancolia sentidas no peito,
Ainda assim, sinto que fui feliz, em um momento ou em outro, não importa. Fui feliz!

Ilusão achar que existe felicidade plena e absoluta. Não somos plenos e absolutos em nós mesmos, somos eivados de vícios, lacunas e abismos de não saber o que se é ou o q se quer... diante disso, essa utopia já cai por terra.
Existem sim MOMENTOS plenos e absolutos. MOMENTOS.

Hoje me deparei com simples momentos, como foi incrível visualizar os detalhes refletidos no espelho da minha memória!!!
Feed back de simplicidades.
Momentos tão simples, tão pequenos...

É impressionante como a gente sempre espera uma felicidade grandiosa, no entanto, quando sentimos saudade de alguma coisa ou alguém, os momentos que mais sentimos falta são os simples e corriqueiros.
Um sorriso, um jeitinho de olhar...um cheiro...
Tudo tão profundo... e eu me questiono: qual a superfície de um sentimento?

Coisas tão pequenas que tornam-se tão extraordinárias ao ponto de se eternizarem em nossa memória.
Infelizmente, ou felizmente,não sei.Tudo tem um preço.
Antes, durante e/ou depois, surgem preocupações, irritações... impecilhos tornam-se uma constante.
Problemas aparentemente insolucionáveis, mas que parecem amenizados quando se tem um anjo com quem dividir o peso.

Joana Bravim

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Essência



Às vezes nos espalhamos em nós mesmos displecentemente e quando nos reintegramos percebemos que as peças são as mesmas, porém, não somos mais os mesmos. 

O quebra-cabeças agora forma uma nova imagem. 

Às vezes, mais simples que a anterior ou não. Não importa! 

O importante é que cada imagem tem a sua essência tão especialmente talhada que será sempre única e imprescindível pra se alcançar o próximo momento de felicidade.

Joana Bravim

Harmonia do Caos


Sinto falta das palavras que nunca consegui pronunciar
Sinto falta da coragem que nunca tive pra  dizer-te o quanto me perco quanto te avisto
Assim como a luz do sol escurece os meus olhos quando eu o encaro,
Olhar vc inebria meus pensamentos.
É luz demais pros meus sentidos!

Sinto-me tão desencaixada do mundo...fora de órbita.
Tudo parece existir em um caos harmônico_ exceto eu.
Sinto-me desencaixada...
Mas quando olho vc,
Por uma fração de segundos tudo parece perfeito.

Meus sentidos embora em erupção, embora tudo esteja em uma frenética ebulição, silenciam.
E encontro dentro de mim a paz que eu mereço
Mesmo que por uma fração de segundos
Encontro a paz que mereço.

Joana Bravim

quarta-feira, 30 de março de 2011

Despejar-me


Saudade das ilusões que eu tinha...
Da paz que, achava eu, me pertencer.
Nostalgia que me apetece,
Rancor que me suga e consome...
Quero me retirar daqui.
Despejar-me de mim,
E desse aglomerado de lembranças que não se realizaram.
Preciso encontrar algum feixe de luz que me mostre o caminho de um bom lugar.
Descobrir o que fazer com esse “apanhado” de coisas que achava que eu era
Emaranhado ao que eu almejava ser.
Não sei como me livrar dessa solidão que corre em minhas veias...
Não sei como me livrar dessa esperança que circunda minha existência,
Essa espera que nunca alcança o que sempre se lança a buscar...sabe-se lá o que...
Talvez um amor, ou menos dor ao amar.

Joana Bravim






Desbravador de mim


Prefiro fazer o que me dá prazer
Foco o meu olhar para o que atrai o meu instinto
Coisas óbvias me deixam entediada
Apesar dos pés fincados no presente, confesso que o passado é algo inerente a minha condição humana...

Gosto de mergulhos...explorar, ir em  profundidade, mas só posso ir até onde me permitem.
Me estenda a mão e descobriremos de almas dadas um caminho para emergir.

Me recarrego por sinergia
Mudo de Polaridade se preciso for
Me faço e refaço no que você quiser, não tenho medo!
Mas só posso ir até onde me permitir.

Não é fácil compreender o que querem de mim, principalmente quando não sabem o que querem.
Não gosto de pessoas que estão metade junto a mim... E a outra metade na dúvida sem saber para onde vai...
Sou muito mais do que o pouco que a sua percepção lhe permite enxergar.

Sinto que minha loucura anda cada vez mais atrelada a minha inteligência;
Que a minha intensidade cada vez mais vinculada a minha razão;
Como isso é possível?
Da mesma forma que várias vertentes improváveis são interdependentes da harmonia do caos.
Talvez eu tenha coragem de dizer o que você não ousa...

Ou Saiba dizer de forma simples o que você não consegue expressar.
Talvez com um olhar eu diga o que da sua boca não sai... E como os meus olhos falam!!!
Dizem tanto e de uma forma tão simples... muito falam da fonte inesgotável que existe em mim.
Me permito ser diferente a cada dia, acordar todos os dias e fluir com a vida...
Dizer o que sinto... porque sinto...

Deixar o peito desaguar quando dá vontade... Muitas vezes, sem o escorrer de lágrimas, só interiormente, na ilusão de manter o mínimo de dignidade.

O “sentir” me move... Só por ele eu falo e calo.

Tenho uma paixão inebriante pelo o que sinto, penso e me torno a cada dia!

Por isso estou sempre sendo complacente comigo mesma.

não é fácil admitir que ao mesmo tempo que isso me realiza também me tira o tino, me perturba...

Estou aprendendo a lidar com os meus “eus” e confesso que o trabalho em equipe não tem sido muito fácil...
Tento fazer dos meus confiltos oportunidades de melhoria, reduzi-los a um ponto no qual a convivência comigo mesma se torne ao menos suportável
Um interior tão pequeno cujo o interior e tão amplo e profundo...
Amo esse mar de especificidades internas
A cada dia descubro um detalhe que me impressiona
Eu: Desbravador de mim.

Joana Bravim

sábado, 12 de março de 2011

Cansaço


Olhos que refletem tristeza
Coração aos escombros
Entulho de sonhos implodidos por atitudes mesquinhas...egoístas.
O que resta daqui?
Leve-me para outro lugar.
O pôr-do-sol faz lembrar um fiasco de felicidade que tive na infância enquanto a esperança rasteja pedindo clemência,
E a razão implora pra que meu ser pare de tentar se reerguer.
Tudo em mim é cansaço!
Meu ser grita por repouso...
Férias de mim_ do que tenho e não tenho, do que sou e não sou.
Por hoje, escolho o nada. O vazio...
Puro, infinito, completo e cheio em si mesmo. Pleno e absoluto.
 é só do que preciso agora para sentir paz, mas se isso não for possível...
Que a vida me sirva ao menos doses amenas de realidade.


Joana Bravim

O que me atrai


Alma irrequieta e calma
Que reflete no olhar profundidade triste, distante e uma maliciosa determinação.
Como pode alguém ter uma postura, ao mesmo tempo, tão altiva, insegura e vulnerável?
É tudo tão oposto e extremo... Tudo tão frio e intenso.
Existem dois opostos em você que me atraem.

Joana Bravim

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Frenesi


Emoções que me fazem calar.
Pensamentos soltos, embaralhados e re-integrados há um tempo que_ pensava eu_ ter ficado pra trás.
Tempo esse perdido no vazio da possibilidade... Abandonado nas reticências de um sentimento “entrelinhas”. 
Um sonho estático paralisado à beira do precipício da tentativa. 
Será que vou dar conta? 
O outro lado me parece tão distante... E ao mesmo tempo tão introspectivo em mim... Tão meu... Tão eu...
E o frenesi que esse sentimento provoca torna o improvável tão loucamente possível... 
Tão entorpecedor... 
Me prende, me atiça, aprisiona e me faz querer fugir...
Fugir por sentir a vulnerabilidade tão à flor da pele ao ponto de me envergonhar por me sentir nua diante de mim mesma.

Joana Bravim

Sempre se esvai



Te sinto esvaindo entre os meus dedos

A maré da diferença entre nós te leva pra longe de mim
E não importa quão convincente seja o meu amor e os meus argumentos
Não tenho persuasão suficiente p/ manter você ao meu lado
Sempre vai...sempre se esvai...e menos retorna.
Cada vez que você dilui e deságua para um lago que não sou eu
Tento te buscar e sempre retorno com menos de você
Sei que não vejo e sinto isso sozinha, mas é somente eu que admito a sentença.

Joana Bravim

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

A marca da moldura


O que fazer quando dói ficar e dói partir?
Ninguém disse que seria fácil,
Ninguém jamais disse que seria tão difícil assim.
Não sei...Talvez fosse melhor eu me afastar.
Essa sua ausência mesmo quando você está presente dói demais!
Só não sei se doeria menos que o vazio...O vazio q você deixa quando não está por perto.
Mas como explicar o vazio que ficou agora mesmo você estando presente?
Acho que o simples fato de ter esperança de ter você preenchia um espaço que nem mesmo eu imaginei que era tão grande...
E agora eu não sei o que fazer com todo esse vazio que nem eu sabia que existia dentro de mim, foi conhecendo você me descobri.
Não sei como não me dei conta de tamanho espaço antes...
Não sei se era preenchido...
Às vezes penso que era melhor quando não sabia da existência dele!
Mas agora que já sei, simplesmente não sei o que fazer, se é melhor preenchê-lo...ignorá-lo...
Mais uma vez me vejo sem saber o que fazer...
Penso em seguir em frente...Tentar continuar, mas simplesmente não dá pra passar por aqui_ por dentro de mim_ sem pelo menos dá uma olhadinha...Sei lá, saber como está, como vai...
Como um quadro novo colocado em uma parede e sempre que você passa pela sala passa, os olhos nele pra confirmar que ele está lá, ou simplesmente pelo fato de já ter acostumando com a presença dele ali.
Com o tempo esse quadro acaba tendo um valor sentimental pra você.
Mas de um dia pro outro você olha e o quadro não está mais lá...
Só o vazio e a marca da moldura estampada na parede.
No entanto, o valor sentimental que você carrega dentro de você permanece ontem, Hoje...
E você se pergunta: Até quando?

Joana Bravim


quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Recomeçar




Sou uma pessoa em construção.
Estou fazendo uma reforma geral na minha vida! 
Às vezes isso é necessário... 

Estava precisando fazer uma faxina em mim.... 
Jogar alguns pensamentos indesejados fora, 
lavar alguns tesouros que andavam meio que enferrujados... 

Então tirei do fundo das gavetas do meu ser tudo aquilo que não uso e não quero mais! 
Joguei fora alguns sonhos, algumas ilusões... 
Sorrisos que nunca dei, amores que nunca vivi. 

Joguei fora a raiva e o rancor das flores murchas de um livro que nunca li. 
Então olhei para os meus sorrisos futuros e minhas alegrias pretendidas... 
E as coloquei num cantinho, bem arrumadinhas... 

Por um momento acabei ficando sem paciência!!! 
Tirei tudo de dentro do armário e fui jogando no chão: 
Paixões escondidas, desejos reprimidos, falsos amores, palavras horríveis que nunca queria ter dito, mágoas de um amigo, lembranças de um dia triste... 

Mas lá também havia outras coisas e algumas até belas! 
Um passarinho cantando na minha janela... 
A lua cor de prata, o pôr do sol... 

Fui me encantando e me distraindo, olhando para cada uma daquelas lembranças... 
Sentei no chão para fazer minhas escolhas, e ainda com os olhos cheios de lágrimas
joguei direto no saco de lixo os restos de um amor que me magoou. 

Peguei as palavras de raiva e de dor na prateleira de cima, pois quase não as uso, e também joguei fora no mesmo instante! 
Outras coisas que ainda me magoam, coloquei no canto para ver o que farei com elas, se as esqueço por lá mesmo ou se as envio para o lixão! 

Depois de respirar fundo, senti meu coração mais aliviado, minha alma mais leve... Fui naquele cantinho, naquele pedacinho do nosso ser que a gente guarda tudo o que é mais importante: 
o amor, a alegria, os sorrisos, aquele abraço gostoso, um dedinho de fé para os momentos que mais precisamos... 
Ufa!!! Como foi bom rever tudo aquilo! 

Coloquei guardado com carinho algumas lembranças da infância, as da minha juventude, e dentro do meu coração, bem no centro dele coloquei capacidade de amar, perdoar... E principalmente de RECOMEÇAR! 
Não tenha medo de recomeçar, pois nada é pior do que continuar no erro e ficar pra trás! 

Coração de Peter Pan




Sempre quis ter um cavalo marinho quando era criança e nunca pensei q isso fosse impossível...Que eu não pudesse conseguir.  
* Quando eu era criança eu acreditava.

Quando eu era criança queria ser amiga de um E.T. isso mesmo_ extraterreste. Nunca tive medo.
* Quando eu era criança eu não tinha medo.

Quando eu era criança e algum amiguinho me magoava, a gente brigava, se machucava, mas quando chorava rapidinho passava e voltávamos a brincar como se nada tivesse acontecido. E na maioria das vezes, depois das brigas a amizade se fortalecia.  
* Quando eu era criança eu não guardava rancor.

 Quando eu era criança eu abraçava meus amigos, vivia beijando, abraçando meus pais, sentava no colo deles por um tempão.
* Quando eu era criança eu não tinha vergonha de sentir, muito menos de demonstrar.  

Quando eu era criança e via um arco-íris eu queria ir até o início dele só pra ver o duende e o pote cheio de ouro.
* Quando eu era criança eu idealizava.

Quando eu era criança eu deitava no chão e olhava uma nuvem qualquer no céu e me imaginava sentada nela, queria poder voar como os meninos da terra do nunca, ter uma fadinha como a Sininho, correr rápido como a Xitara, ou pular como os ursinhos gummy.
* Quando eu era criança eu sonhava.

Quando eu era criança, nas noites de natal, eu tentava ficar acordada pra ver o papai Noel quando ele estivesse colocando o presente perto de mim, mas sempre acabava pegando no sono e quando acordava o presente já estava ao meu lado.
* Quando eu era criança eu tentava esperar.

Hoje eu cresci...E quando a gente cresce a gente se diminui por ser podar aos poucos.
 Quando eu era criança eu era maior...
 Cresci e diminui
Podei meus sonhos, minha capacidade de acreditar, de esperar, de perdoar, de demonstrar carinho.

Cresci meus medos, minha ansiedade...
 E hoje ao refletir sobre isso percebi por quê todos sentem saudades da infância.

Quero voltar a ser criança
Quero a minha “terra do nunca” de volta.
Ou pelo menos voltar a ter um coração de Peter Pan.


Joana BravimJ

Valorize-se e cuide do seu jardim




A vida machuca muito pra depois ensinar
Com o tempo a gente aprende que pode ser feliz sozinho;
Que se pra vc começar a gostar de alguém o sentimento precisa surgir de dentro de vc
Isso significa que a felicidade está em vc e não no próximo.

Estamos acostumados a pensar que o próximo nos completa
Sendo que a outra pessoa só faz vc perceber que vc é completo, e isso, vc pode descobrir sozinho.
Se vc ama alguém q não te vê, que não valoriza vc, parte p outra. Ninguém pode viver em função de expectativas...
Essa é uma variável q não altera o valor final da equação.

Deixe rolar...O q tiver q ser será.
Ninguém é feliz estando com a vida estagnada
E ninguém dá valor ao que é dado
Valorize-se e cuide do seu jardim( Sua vida, seu coração).

Joana Bravim

Te Possuir


Quero te possuir de um jeito que te deixe sem reação;
Te invadir de um jeito que te faça querer sempre mais;
Te conquistar e possuir como algo q eu sempre quis ter e ,
Que agora to tendo a oportunidade de conseguir pela primeira vez.
Não como um objeto mas, como um sonho q se materializa e se torna realidade ;
Te olhar de um jeito que faça vc se sentir vulnerável...
...Como se tivesse vendo além do que tua roupa permite, e o meu olhar passasse a ser o reflexo dessa visão.
Te beijar de um jeito que te desarme e faça vc se abandonar em meus braços...Em minha boca...
Como se eu tivesse te saboreando e achando delicioso...

Joana Bravim

Sou aquela que...às vezes...




Sou aquela que sempre tenta, mas nem sempre consegue. 
Quando sofre, às vezes aprende, outras vezes insiste em acreditar, e às vezes dá certo. 

Sou aquela q é extrema no que sente... do máximo do amor ao ápice da dor
.
Sou aquela que às vezes alegre chora. 

Sou comum não como qualquer um, pois, o mais comum nunca é mais um. 

Às vezes sou fria, quente, tenho desejo, sinto ódio, raiva e paixão.

Às vezes sinto tudo ao mesmo tempo... E se isso acontece entro em erupção.
E quando isso acontece não me conheço, nem ao menos me vejo...
Excesso de sensações cega. 

Sou do tipo decidida, até no próximo minuto mudar de rumo totalmente e passo a ser apenas de "às vezes", porém, de vez em quando.

Não volto mais atrás mesmo depois de muito voltar... 

Não sou real.
A minha forma de amar é, as minhas paixões também são concretas, pelo menos, é assim que sinto.
Eu não sou, eu sinto. Às vezes o "ser" atrapalha o "sentir" e sempre fui desastrada pra diferenciar um do outro. 

Sou de sonhos, de tentativas, de natureza.

Sou do tipo que às vezes precisa adormecer pra poder viver e sonhando me fortaleço pra poder acordar e encarar uma das minhas maiores paixões_ A MINHA VIDA.

E é assim que às vezes me conheço. De certa forma me tenho nas mãos. Conheço meus extremos. Conheço meus sonhos, meu ser...Minha razão.

Joana Bravim