terça-feira, 7 de junho de 2011

Memórias


Estou aqui sentada em um canto vazio no chão do meu quarto
Com olhos marejados olhando minhas feridas e cicatrizes, chagas da vida há  muito carregadas por mim,
E mesmo relembrando as dores do passado que ainda se fazem presentes, em suas alfinetadas de melancolia sentidas no peito,
Ainda assim, sinto que fui feliz, em um momento ou em outro, não importa. Fui feliz!

Ilusão achar que existe felicidade plena e absoluta. Não somos plenos e absolutos em nós mesmos, somos eivados de vícios, lacunas e abismos de não saber o que se é ou o q se quer... diante disso, essa utopia já cai por terra.
Existem sim MOMENTOS plenos e absolutos. MOMENTOS.

Hoje me deparei com simples momentos, como foi incrível visualizar os detalhes refletidos no espelho da minha memória!!!
Feed back de simplicidades.
Momentos tão simples, tão pequenos...

É impressionante como a gente sempre espera uma felicidade grandiosa, no entanto, quando sentimos saudade de alguma coisa ou alguém, os momentos que mais sentimos falta são os simples e corriqueiros.
Um sorriso, um jeitinho de olhar...um cheiro...
Tudo tão profundo... e eu me questiono: qual a superfície de um sentimento?

Coisas tão pequenas que tornam-se tão extraordinárias ao ponto de se eternizarem em nossa memória.
Infelizmente, ou felizmente,não sei.Tudo tem um preço.
Antes, durante e/ou depois, surgem preocupações, irritações... impecilhos tornam-se uma constante.
Problemas aparentemente insolucionáveis, mas que parecem amenizados quando se tem um anjo com quem dividir o peso.

Joana Bravim

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Essência



Às vezes nos espalhamos em nós mesmos displecentemente e quando nos reintegramos percebemos que as peças são as mesmas, porém, não somos mais os mesmos. 

O quebra-cabeças agora forma uma nova imagem. 

Às vezes, mais simples que a anterior ou não. Não importa! 

O importante é que cada imagem tem a sua essência tão especialmente talhada que será sempre única e imprescindível pra se alcançar o próximo momento de felicidade.

Joana Bravim

Harmonia do Caos


Sinto falta das palavras que nunca consegui pronunciar
Sinto falta da coragem que nunca tive pra  dizer-te o quanto me perco quanto te avisto
Assim como a luz do sol escurece os meus olhos quando eu o encaro,
Olhar vc inebria meus pensamentos.
É luz demais pros meus sentidos!

Sinto-me tão desencaixada do mundo...fora de órbita.
Tudo parece existir em um caos harmônico_ exceto eu.
Sinto-me desencaixada...
Mas quando olho vc,
Por uma fração de segundos tudo parece perfeito.

Meus sentidos embora em erupção, embora tudo esteja em uma frenética ebulição, silenciam.
E encontro dentro de mim a paz que eu mereço
Mesmo que por uma fração de segundos
Encontro a paz que mereço.

Joana Bravim

quarta-feira, 30 de março de 2011

Despejar-me


Saudade das ilusões que eu tinha...
Da paz que, achava eu, me pertencer.
Nostalgia que me apetece,
Rancor que me suga e consome...
Quero me retirar daqui.
Despejar-me de mim,
E desse aglomerado de lembranças que não se realizaram.
Preciso encontrar algum feixe de luz que me mostre o caminho de um bom lugar.
Descobrir o que fazer com esse “apanhado” de coisas que achava que eu era
Emaranhado ao que eu almejava ser.
Não sei como me livrar dessa solidão que corre em minhas veias...
Não sei como me livrar dessa esperança que circunda minha existência,
Essa espera que nunca alcança o que sempre se lança a buscar...sabe-se lá o que...
Talvez um amor, ou menos dor ao amar.

Joana Bravim






Desbravador de mim


Prefiro fazer o que me dá prazer
Foco o meu olhar para o que atrai o meu instinto
Coisas óbvias me deixam entediada
Apesar dos pés fincados no presente, confesso que o passado é algo inerente a minha condição humana...

Gosto de mergulhos...explorar, ir em  profundidade, mas só posso ir até onde me permitem.
Me estenda a mão e descobriremos de almas dadas um caminho para emergir.

Me recarrego por sinergia
Mudo de Polaridade se preciso for
Me faço e refaço no que você quiser, não tenho medo!
Mas só posso ir até onde me permitir.

Não é fácil compreender o que querem de mim, principalmente quando não sabem o que querem.
Não gosto de pessoas que estão metade junto a mim... E a outra metade na dúvida sem saber para onde vai...
Sou muito mais do que o pouco que a sua percepção lhe permite enxergar.

Sinto que minha loucura anda cada vez mais atrelada a minha inteligência;
Que a minha intensidade cada vez mais vinculada a minha razão;
Como isso é possível?
Da mesma forma que várias vertentes improváveis são interdependentes da harmonia do caos.
Talvez eu tenha coragem de dizer o que você não ousa...

Ou Saiba dizer de forma simples o que você não consegue expressar.
Talvez com um olhar eu diga o que da sua boca não sai... E como os meus olhos falam!!!
Dizem tanto e de uma forma tão simples... muito falam da fonte inesgotável que existe em mim.
Me permito ser diferente a cada dia, acordar todos os dias e fluir com a vida...
Dizer o que sinto... porque sinto...

Deixar o peito desaguar quando dá vontade... Muitas vezes, sem o escorrer de lágrimas, só interiormente, na ilusão de manter o mínimo de dignidade.

O “sentir” me move... Só por ele eu falo e calo.

Tenho uma paixão inebriante pelo o que sinto, penso e me torno a cada dia!

Por isso estou sempre sendo complacente comigo mesma.

não é fácil admitir que ao mesmo tempo que isso me realiza também me tira o tino, me perturba...

Estou aprendendo a lidar com os meus “eus” e confesso que o trabalho em equipe não tem sido muito fácil...
Tento fazer dos meus confiltos oportunidades de melhoria, reduzi-los a um ponto no qual a convivência comigo mesma se torne ao menos suportável
Um interior tão pequeno cujo o interior e tão amplo e profundo...
Amo esse mar de especificidades internas
A cada dia descubro um detalhe que me impressiona
Eu: Desbravador de mim.

Joana Bravim

sábado, 12 de março de 2011

Cansaço


Olhos que refletem tristeza
Coração aos escombros
Entulho de sonhos implodidos por atitudes mesquinhas...egoístas.
O que resta daqui?
Leve-me para outro lugar.
O pôr-do-sol faz lembrar um fiasco de felicidade que tive na infância enquanto a esperança rasteja pedindo clemência,
E a razão implora pra que meu ser pare de tentar se reerguer.
Tudo em mim é cansaço!
Meu ser grita por repouso...
Férias de mim_ do que tenho e não tenho, do que sou e não sou.
Por hoje, escolho o nada. O vazio...
Puro, infinito, completo e cheio em si mesmo. Pleno e absoluto.
 é só do que preciso agora para sentir paz, mas se isso não for possível...
Que a vida me sirva ao menos doses amenas de realidade.


Joana Bravim

O que me atrai


Alma irrequieta e calma
Que reflete no olhar profundidade triste, distante e uma maliciosa determinação.
Como pode alguém ter uma postura, ao mesmo tempo, tão altiva, insegura e vulnerável?
É tudo tão oposto e extremo... Tudo tão frio e intenso.
Existem dois opostos em você que me atraem.

Joana Bravim