Quero o desabafo de um silêncio.
Só o silêncio tem espaço suficiente para guardar esse
acúmulo de sentimento:
A quietude externa da alma;
O turbilhão interno de ser.
Seria bom se a união de duas dores fosse o antídoto para
o sofrimento de ambas.
Mas o livre arbítrio sentenciou o resultado e nada mais
pode ser feito.
Existe uma linha muito tênue entre o infinito e a
impossibilidade.
É preciso seguir. Pra onde? Não sei, a vida é de viés.
É árduo o meu prosseguir carregando o peso de sentir empreguinado
nas paredes do meu ser.
Arrasto correntes, realidade deposita em minh’alma todo o
peso da falta.
Sinto-me pesada demais para voar.
Joana
Bravim

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