sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Deusa do Olimpo




Eu que por tantas vezes me machuquei me contradizendo:
Diminuindo-me, sem pesar meu devido valor;
E achando pouco, me culpava e era nisso que encontrava respostas.
Engrandecendo-me, eu Deusa do Olimpo, responsável por tudo o que findou.

E no momento que se encerrava a graça que me fazia sorrir
Tudo que me sustentava desabava.
A vida incansável me causando mais dor.

O preço de me fazer acreditar?
O silêncio causando vácuo em todo lugar,
Em tudo o que sobrou.

Preciso de tanto que não sei precisar o quanto
Sigo herdando tudo o que construí quando o fiz sem saber o que fazia de mim
Preenchendo a vida do que não entendia
E sem perceber gerava o que não imaginava que viria_ Um início sem fim.

Joana Bravim

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